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Tutorial

Métricas Kanban

Como medir e melhorar o fluxo de trabalho: WIP, lead time, cycle time, throughput, a Lei de Little, percentis, eficiência de fluxo e custo do atraso, com fórmulas e exemplos.

Kanban em poucas palavras

  • Origem: o Kanban nasceu na Toyota, como parte do Sistema Toyota de Produção criado por Taiichi Ohno. No fim dos anos 1940, a Toyota estudou os supermercados, que repõem as prateleiras conforme o consumo; em 1953, aplicou essa lógica na fábrica. A palavra japonesa kanban significa “quadro de sinalização” ou “cartão visual”. [1] [3] [4]
  • Propósito inicial: aumentar a eficiência e reduzir o desperdício. Os primeiros cartões sinalizavam a necessidade de repor estoque: a produção era puxada pela demanda.
  • Expansão: o método se espalhou para outros setores. Em 2010, David J. Anderson publicou Kanban, que adaptou a ideia ao trabalho do conhecimento, como software e projetos. [5] [6]
  • Princípios: visualizar o fluxo de trabalho, limitar o trabalho em andamento (WIP), gerenciar o fluxo ativamente e melhorar continuamente.

Hoje o Kanban é uma das abordagens ágeis mais usadas. E, como toda abordagem voltada ao fluxo, depende de métricas para saber se o fluxo está melhorando. O Kanban Guide, de John Coleman e Daniel Vacanti, define quatro medidas de fluxo obrigatórias: WIP, throughput, idade do item (work item age) e tempo de ciclo. As demais métricas deste tutorial complementam essas quatro. [2]

O quadro e os pontos de medição

Antes de medir, é preciso combinar onde cada medida começa e termina. O quadro abaixo, baseado no exemplo do texto original, divide o trabalho em duas partes:

  • Upstream (descoberta): requisições, backlog e análise. Aqui as ideias ainda são opções; podem ser refinadas ou descartadas.
  • Downstream (entrega): do “a fazer” até o “concluído”. Aqui o time já se comprometeu a entregar.
Quadro Kanban com dez colunas: requisições, backlog, análise e a fazer, no upstream; implementação, esperando, teste, homologação e deploy, em andamento, com limite de WIP de 6; e concluído. Acima, réguas mostram o planejamento, do início até a coluna a fazer; o lead time, do ponto de compromisso ao ponto de entrega; o cycle time, do início da implementação até a entrega; o time to market, de ponta a ponta; e o tempo bloqueado, na coluna esperando, onde há um cartão bloqueado.
Cada métrica de tempo mede um trecho diferente do mesmo quadro.

Dois marcos organizam as medidas: o ponto de compromisso, quando o item entra no “a fazer” e o time se compromete com ele, e o ponto de entrega, quando o item fica pronto. Cada equipe pode definir esses pontos de um jeito; o importante é defini-los explicitamente e manter a definição.

WIP e idade do item

Trabalho em andamento (WIP)

WIP = número de itens iniciados e ainda não concluídos

O WIP mostra quantas tarefas estão em andamento ao mesmo tempo. Limitar o WIP é a prática central do Kanban: evita sobrecarga, reduz a troca de contexto e, como mostra a Lei de Little, reduz o tempo de ciclo. No quadro de exemplo, as colunas de andamento aceitam no máximo seis itens; quando o limite é atingido, o time termina algo antes de puxar um item novo. [2]

Idade do item (work item age)

Idade do item = data de hoje − data de início do trabalho

O texto original não traz esta métrica, mas ela é uma das quatro medidas obrigatórias do Kanban Guide. Enquanto o tempo de ciclo só existe depois que o item termina, a idade é medida enquanto ele está em andamento. Um item com idade maior que o tempo de ciclo habitual é um sinal precoce de problema: é a hora de agir, antes que ele atrase de vez. [2]

Lead time, cycle time e companhia

As métricas de tempo medem trechos diferentes da vida de um item. A figura acompanha um único cartão durante 14 dias.

Linha do tempo de um cartão ao longo de 14 dias. Dia 0, pedido criado; dia 2, comprometido; dia 4, o trabalho começa; dia 12, concluído; dia 14, lançado. A barra alterna trabalho ativo, espera e um bloqueio dos dias 6 a 8. Réguas mostram time to market de 14 dias, lead time de 10, cycle time de 8 e 2 dias bloqueado. Só 3 dos 8 dias de ciclo são de trabalho ativo: eficiência de fluxo de 37,5%.
O mesmo cartão, medido de quatro formas.

Lead time

Lead time = data de conclusão − data de compromisso (ou do pedido)

O tempo total que o cliente espera, desde o compromisso até a conclusão. Ajuda a identificar e resolver gargalos. No exemplo, 12 − 2 = 10 dias. [11]

Cycle time

Cycle time = data de conclusão − data de início do trabalho

O tempo desde que o item começa a ser trabalhado até ficar pronto. Mede a eficiência do processo e orienta os ajustes. No exemplo, 12 − 4 = 8 dias.

Atenção aos nomes: a literatura não é uniforme. Alguns autores medem o lead time a partir do pedido, e não do compromisso; o Kanban Guide usa um só termo, cycle time, do início ao fim, e deixa cada equipe definir onde fica o início. O que importa é registrar a definição e usá-la sempre igual. [2]

Time to market

Time to market = data de lançamento − data de início do projeto (ou da ideia)

O tempo desde a ideia até a entrega ao cliente, incluindo o upstream e a espera pelo lançamento. É a visão do negócio; útil sobretudo em produtos voltados ao cliente. No exemplo, 14 dias.

Tempo bloqueado

Tempo bloqueado = data de desbloqueio − data de bloqueio

Quanto tempo o item ficou parado por um impedimento. Registrar os motivos dos bloqueios revela os problemas recorrentes que atrasam o trabalho. No exemplo, 2 dias.

Throughput

Throughput = total de itens concluídos ÷ período de tempo

Conta quantos itens o time conclui por dia, semana ou mês, e dá uma visão direta da capacidade de entrega. O Kanban Guide recomenda contar itens, não pontos ou horas estimadas. [2] [12]

Gráfico de barras com o throughput de dez semanas: 6, 8, 5, 9, 7, 4, 8, 10, 7 e 8 itens concluídos, com média de 7,2 por semana marcada por uma linha tracejada.
O throughput varia de semana para semana; a média sozinha não conta a história toda.

Para prever quando um conjunto de itens ficará pronto, é melhor usar a distribuição histórica do throughput, por exemplo numa simulação de Monte Carlo, do que dividir o total pela média. [7]

Diagrama de fluxo cumulativo

O texto original termina com um diagrama de fluxo cumulativo (CFD), que reúne várias métricas num só gráfico. Cada faixa mostra quantos itens passaram por uma etapa até cada dia. [10]

Diagrama de fluxo cumulativo de 15 dias com três faixas empilhadas: a fazer, em andamento e concluído. Uma seta vertical no dia 8 mostra o WIP, a distância entre as linhas de em andamento e concluído, de 4 itens. Uma seta horizontal mostra o tempo de ciclo aproximado, de 3 dias. Uma linha tracejada sobre a faixa de concluído indica que a sua inclinação é o throughput.
No CFD, a distância vertical é o WIP, a horizontal é o tempo de ciclo aproximado e a inclinação é o throughput.
  • Leitura vertical: a espessura de uma faixa num dia é o número de itens naquela etapa, ou seja, o WIP da etapa.
  • Leitura horizontal: a distância entre a entrada numa etapa e a saída do fluxo é uma aproximação do tempo de ciclo médio.
  • Inclinação: a inclinação da faixa de concluído é o throughput.
  • Sinais: faixas que alargam indicam acúmulo; faixas paralelas, fluxo estável; uma faixa plana indica que nada está saindo daquela etapa.

Lei de Little

WIP médio = throughput × tempo de ciclo médio
Tempo de ciclo médio = WIP médio ÷ throughput

Demonstrada por John Little em 1961, a lei relaciona o tamanho da fila, o ritmo de saída e o tempo de permanência num sistema. [8] [9] Ela explica por que limitar o WIP funciona: com o mesmo throughput, menos itens em andamento significam itens terminando mais rápido.

No alto, a fórmula da Lei de Little: tempo de ciclo médio igual a WIP médio dividido pelo throughput. Time A tem 12 itens em andamento e entrega 3 por dia: tempo de ciclo de 4 dias. Time B tem 6 itens em andamento e entrega os mesmos 3 por dia: tempo de ciclo de 2 dias.
Metade do WIP, metade do tempo de ciclo, com o mesmo throughput.

Um cuidado: a lei vale para médias de longo prazo num sistema estável, em que o que entra é, em média, o que sai, e os itens que começam terminam. Ela explica o comportamento do sistema, mas não serve para prever a data de um item específico; para isso, use os percentis da próxima seção. [7]

Previsibilidade com percentis

O tempo de ciclo quase nunca segue uma curva simétrica: a maioria dos itens termina rápido, mas alguns demoram muito, por bloqueios e dependências. Essa cauda longa faz a média enganar. [7]

Histograma do tempo de ciclo de 76 itens, de 1 a 20 dias, com pico entre 4 e 5 dias e uma cauda longa à direita, causada por bloqueios e dependências. Linhas marcam os percentis: 50% em até 5 dias, 85% em até 10 dias e 95% em até 14 dias, além da média. Um quadro destaca a expectativa de nível de serviço: 85% dos itens terminam em até 10 dias.
Os percentis respondem à pergunta que o cliente realmente faz: “até quando fica pronto?”.

Em vez da média, use percentis: “85% dos itens terminam em até 10 dias” é uma promessa que o time consegue cumprir e o cliente consegue usar. O Kanban Guide chama isso de expectativa de nível de serviço (SLE): o tempo de ciclo esperado para um item, com uma probabilidade. Combinada com a idade do item, a SLE mostra na hora quais itens estão em risco. [2]

Eficiência, bloqueios e descarte

Eficiência de fluxo

Eficiência de fluxo (%) = tempo de trabalho ativo ÷ tempo total no processo × 100
  • Tempo de trabalho ativo: o tempo em que alguém está de fato trabalhando no item.
  • Tempo total: todo o tempo no processo, incluindo esperas e bloqueios.

No cartão do exemplo, foram 3 dias de trabalho ativo num ciclo de 8: eficiência de 37,5%. Os outros 5 dias foram espera e bloqueio. É comum a maior parte do tempo ser espera, e é justamente aí que está a maior oportunidade de melhoria: reduzir filas costuma render mais do que trabalhar mais rápido. [15]

Taxa de bloqueio

Itens bloqueados = n
Taxa de bloqueio (%) = itens bloqueados ÷ itens processados × 100

Dependências e bloqueios interrompem o fluxo e introduzem muita variação, o que aparece como a cauda longa no histograma do tempo de ciclo. Acompanhar a taxa, junto com o tempo bloqueado e os motivos, mostra onde atacar.

Taxa de descarte

Itens descartados = n
Taxa de descarte (%) = itens descartados ÷ itens processados × 100

Mede quantas opções são descartadas no upstream, antes do ponto de compromisso. Diferente do que parece, descartar não é ruim: um upstream saudável filtra as ideias fracas cedo, quando é barato, em vez de deixá-las ocupar o downstream.

Qualidade e pessoas

Taxa de defeitos

Taxa de defeitos = número de defeitos ÷ total de unidades entregues

Monitora os defeitos por unidade de trabalho. É essencial para garantir que a velocidade não esteja sendo comprada com qualidade: um throughput alto com muitos defeitos só empurra trabalho para depois.

Satisfação do cliente

Satisfação do cliente = soma das notas de satisfação ÷ número de respondentes

Medida por pesquisas ou retorno direto, mostra se o que é entregue atende ao cliente. Além da média das notas (CSAT), muitas empresas usam o Net Promoter Score (NPS), baseado na pergunta “de 0 a 10, quanto você nos recomendaria?”. [16]

Engajamento dos colaboradores

Engajamento = soma das notas de engajamento ÷ número de colaboradores

Avalia o engajamento e o moral do time, que afetam diretamente a produtividade e a qualidade. Pode ser medido por pesquisas periódicas e curtas. [17]

Custo do atraso

Custo do atraso (CoD) = valor que se deixa de ganhar por unidade de tempo de atraso
Custo total do atraso = CoD × tempo de atraso
CD3 = CoD ÷ duração do trabalho

O custo do atraso traduz o tempo em dinheiro: quanto se perde a cada semana em que um item não está pronto. Don Reinertsen o chama da “única coisa” que vale a pena quantificar no desenvolvimento de produtos. [13] [14]

À esquerda, duas curvas de valor acumulado de um item que gera R$ 10 mil por semana: lançado na semana 4 e lançado na semana 8. A área entre elas é o valor perdido, R$ 40 mil. À direita, três itens ordenados por CD3, o custo do atraso dividido pela duração: B, com R$ 6 mil por semana e 1 semana, CD3 de 6; A, com R$ 10 mil por semana e 4 semanas, CD3 de 2,5; C, com R$ 20 mil por semana e 10 semanas, CD3 de 2.
O atraso de 4 semanas custa R$ 40 mil; o CD3 ordena os itens pelo valor por semana de trabalho.

O texto original apresenta o custo do atraso como “valor do trabalho não realizado ÷ tempo de atraso”; a forma mais usada é a acima, em que o CoD já é uma taxa por unidade de tempo e o custo total é essa taxa multiplicada pelo atraso. Para priorizar, divide-se o CoD pela duração (CD3): o item B, pequeno e valioso, vem antes do item C, que vale mais por semana, mas ocupa o time por muito mais tempo. Essa é a lógica do WSJF (weighted shortest job first). [14]

Resumo das métricas

MétricaFórmulaResponde a
WIPitens iniciados e não concluídosQuanto trabalho está aberto agora?
Idade do itemhoje − inícioQual item em andamento está em risco?
Lead timeconclusão − compromissoQuanto tempo o cliente espera?
Cycle timeconclusão − início do trabalhoQuanto tempo o processo leva?
Throughputitens concluídos ÷ períodoQuanto o time entrega?
Tempo bloqueadodesbloqueio − bloqueioQuanto tempo se perde parado?
Time to marketlançamento − inícioQuanto tempo da ideia ao mercado?
Eficiência de fluxotrabalho ativo ÷ tempo totalQuanto do tempo é trabalho de verdade?
Taxa de bloqueiobloqueados ÷ processadosCom que frequência o fluxo para?
Taxa de descartedescartados ÷ processadosO upstream filtra bem as opções?
Taxa de defeitosdefeitos ÷ unidadesA qualidade acompanha a velocidade?
Satisfação do clientemédia das notasO cliente está satisfeito?
Engajamentomédia das notasO time está engajado?
Custo do atrasovalor perdido por unidade de tempoO que fazer primeiro?
Lei de LittleWIP = throughput × tempo de cicloComo WIP e tempo se relacionam?

Revisão rápida

Tente responder antes de abrir cada pergunta.

1. Qual a diferença entre lead time e cycle time?

O lead time conta a partir do compromisso (ou do pedido) e mede quanto o cliente espera; o cycle time conta a partir do início do trabalho e mede quanto o processo leva. O lead time é sempre maior ou igual ao cycle time.

2. Quais são as quatro medidas de fluxo obrigatórias do Kanban Guide?

WIP, throughput, idade do item (work item age) e tempo de ciclo.

3. Um time tem, em média, 15 itens em andamento e conclui 5 por semana. Qual é o tempo de ciclo médio?

Pela Lei de Little, 15 ÷ 5 = 3 semanas.

4. E se o time reduzir o WIP para 10, mantendo o throughput?

O tempo de ciclo médio cai para 10 ÷ 5 = 2 semanas.

5. Por que usar percentis em vez da média do tempo de ciclo?

Porque a distribuição tem cauda longa: a média esconde os itens que demoram muito. Um percentil, como “85% em até 10 dias”, é uma promessa que se pode cumprir.

6. Um item levou 10 dias no processo e teve 2 dias de trabalho ativo. Qual a eficiência de fluxo?

2 ÷ 10 × 100 = 20%. Os outros 80% do tempo foram espera ou bloqueio.

7. No CFD, o que indicam a distância vertical, a horizontal e a inclinação?

A distância vertical é o WIP; a horizontal, o tempo de ciclo aproximado; a inclinação da faixa de concluído, o throughput.

8. Dois itens: X custa R$ 8 mil por semana de atraso e leva 2 semanas; Y custa R$ 12 mil por semana e leva 6. Qual fazer primeiro?

X: CD3 = 8 ÷ 2 = 4; Y: CD3 = 12 ÷ 6 = 2. Faça X primeiro.

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Referências

  1. Giovani Perotto Mesquita, “Kanban em Métricas”, GitHub, texto original deste tutorial, github.com/GiovaniPM/MyCourses/blob/master/Kanban/Metricas.md.
  2. John Coleman e Daniel Vacanti, The Kanban Guide, Kanban Guides, acesso em 25/09/2026, kanbanguides.org/english.
  3. Wikipedia (em inglês), “Kanban”, acesso em 25/09/2026, en.wikipedia.org/wiki/Kanban.
  4. Taiichi Ohno, Toyota Production System: Beyond Large-Scale Production, Productivity Press, 1988.
  5. David J. Anderson, Kanban: Successful Evolutionary Change for Your Technology Business, Blue Hole Press, 2010.
  6. Wikipedia (em inglês), “Kanban (development)”, acesso em 25/09/2026, en.wikipedia.org/wiki/Kanban_(development).
  7. Daniel S. Vacanti, Actionable Agile Metrics for Predictability, 2015.
  8. John D. C. Little, “A Proof for the Queuing Formula: L = λW”, Operations Research, v. 9, n. 3, 1961.
  9. Wikipedia (em inglês), “Little’s law”, acesso em 25/09/2026, en.wikipedia.org/wiki/Little’s_law.
  10. Wikipedia (em inglês), “Cumulative flow diagram”, acesso em 25/09/2026, en.wikipedia.org/wiki/Cumulative_flow_diagram.
  11. Wikipedia (em inglês), “Lead time”, acesso em 25/09/2026, en.wikipedia.org/wiki/Lead_time.
  12. Wikipedia (em inglês), “Throughput (business)”, acesso em 25/09/2026, en.wikipedia.org/wiki/Throughput_(business).
  13. Donald G. Reinertsen, The Principles of Product Development Flow, Celeritas Publishing, 2009.
  14. Wikipedia (em inglês), “Cost of delay”, acesso em 25/09/2026, en.wikipedia.org/wiki/Cost_of_delay.
  15. Niklas Modig e Pär Åhlström, This Is Lean: Resolving the Efficiency Paradox, Rheologica, 2012.
  16. Wikipedia (em inglês), “Net promoter score”, acesso em 25/09/2026, en.wikipedia.org/wiki/Net_promoter_score.
  17. Wikipedia (em inglês), “Employee engagement”, acesso em 25/09/2026, en.wikipedia.org/wiki/Employee_engagement.
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